Urologia

Próstata Aumentada:
quando os sintomas urinários
pedem avaliação

A hiperplasia prostática benigna afeta a maioria dos homens a partir dos 60 anos. Os sintomas surgem devagar — e muitos os normalizam como "coisa da idade". Não são. Têm causa identificável e tratamento eficaz, desde ajustes no estilo de vida até a enucleação endoscópica moderna.

90% dos homens acima de 70 anos têm algum grau de HPB
Não é câncer de próstata — condições distintas que podem coexistir
BipoLEP/
HoLEP
técnicas modernas de enucleação — menor recorrência que a RTU

O que é a hiperplasia prostática benigna?

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é o aumento não canceroso da glândula prostática. Com o avançar da idade, a próstata cresce ao redor da uretra — o canal que conduz a urina da bexiga para fora — comprimindo a passagem e dificultando o esvaziamento.

HPB e câncer de próstata são condições distintas. A HPB é um crescimento benigno, sem células malignas, sem capacidade de metástase. As duas podem coexistir no mesmo paciente — mas a HPB não se transforma em câncer. Por isso, o rastreio anual com PSA e toque retal segue indicado mesmo quando o diagnóstico de HPB já está estabelecido.

Embora muito comum, a HPB não é uma consequência do envelhecimento que o paciente precise "aceitar". Existe um espectro de tratamento — do mais conservador ao cirúrgico — e a escolha depende da intensidade dos sintomas, do volume da próstata e do impacto na qualidade de vida.

Principais fatores de risco

  • Idade Prevalência aumenta de ~50% aos 60 anos para ~90% aos 70 — é a condição urológica mais comum em homens idosos
  • Histórico familiar Pai ou irmão com HPB aumenta a probabilidade de desenvolver sintomas mais precoces e intensos
  • Obesidade e sedentarismo Associados à síndrome metabólica, diabetes e doenças cardiovasculares — todos correlacionados com maior gravidade dos sintomas
  • Alimentação Dieta rica em gorduras saturadas está associada a progressão mais rápida da HPB

Sintomas da HPB

Os sintomas dividem-se em obstrutivos — causados pela compressão da uretra — e irritativos — reação da bexiga à obstrução crônica. Ambos podem impactar o sono, o trabalho e a qualidade de vida de forma progressiva.

  • Jato urinário fraco, fino ou que demora para começar (hesitação)
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Gotejamento no final da micção
  • Acordar mais de uma vez à noite para urinar (noctúria)
  • Urgência urinária — vontade súbita e difícil de controlar
  • Frequência urinária aumentada durante o dia
  • Em casos avançados: retenção urinária aguda (incapacidade de urinar)

Sintomas urinários que pioram progressivamente não devem ser normalizados como "coisa da idade". HPB tratada no momento certo raramente evolui para retenção urinária, infecções de repetição ou lesão irreversível da bexiga.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da HPB combina avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem. O objetivo é confirmar o aumento da próstata, quantificar o grau de obstrução e excluir outras condições — incluindo câncer de próstata.

01

PSA + toque retal

O ponto de partida de toda avaliação prostática. O PSA (antígeno prostático específico) no sangue avalia a atividade da próstata e auxilia no rastreio de câncer. O toque retal permite avaliar tamanho, contorno e consistência da glândula. Os dois, juntos, orientam a investigação e a necessidade de biópsia.

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Ultrassonografia prostática

Avalia o volume da próstata — dado fundamental para escolher o tratamento medicamentoso e cirúrgico. Também mede o resíduo pós-miccional (urina que permanece na bexiga após a micção) e identifica cálculos prostáticos ou alterações associadas.

03

Urofluxometria

Mede a velocidade e o volume do jato urinário. Permite quantificar objetivamente o grau de obstrução e serve de referência para avaliar a resposta ao tratamento — seja medicamentoso ou cirúrgico.

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Urodinâmica e cistoscopia

Reservadas para casos com sintomas atípicos, suspeita de disfunção vesical associada ou planejamento de cirurgia mais complexa. O estudo urodinâmico avalia o comportamento da bexiga de forma detalhada e orienta a conduta em casos de obstrução com componente de hiperatividade vesical.

Tratamentos para HPB

A escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas, do volume prostático, da presença de complicações e das condições gerais do paciente. Não há uma abordagem única — cada caso é avaliado individualmente.

1

Conduta expectante (estilo de vida)

Para sintomas leves sem impacto significativo na qualidade de vida. Inclui: reduzir líquidos à noite, evitar cafeína e álcool, urinar em horários regulares, praticar atividade física e controlar doenças associadas como diabetes e obesidade. Acompanhamento periódico para monitorar a evolução.

2

Tratamento medicamentoso

Alfa-bloqueadores relaxam a musculatura da próstata e do colo vesical — melhoram o fluxo em dias. Inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o volume da próstata (~25–30%) em 6 a 12 meses — indicados para próstatas acima de 40g. Terapia combinada para casos mais intensos. Antimuscarínicos e beta-agonistas para urgência urinária refratária. Inibidores de fosfodiesterase quando há disfunção erétil associada.

3

Enucleação endoscópica — BipoLEP / HoLEP

A técnica cirúrgica mais moderna e eficaz para HPB de volume médio a grande. Realizada pela uretra sem nenhum corte externo, separa e remove com precisão todo o tecido prostático obstrutivo. Menor sangramento e taxas de recorrência significativamente mais baixas que a RTU tradicional — o Dr. Rudinei Brunetto é especialista nas duas técnicas (BipoLEP com energia bipolar e HoLEP com laser de hólmio).

4

RTU de próstata (RTUP)

Ressecção transuretral clássica — eficaz para próstatas de volume moderado. Apresenta risco de alterações ejaculatórias e taxas de recorrência em torno de 25% a longo prazo. Ainda amplamente utilizada e com bons resultados no perfil correto de paciente e volume prostático adequado.

5

Prostatectomia transvesical / retropúbica

Reservada para próstatas de dimensões muito aumentadas (acima de 200g), quando as técnicas endoscópicas não são suficientes. Pode ser realizada por via robótica ou laparoscópica para reduzir morbidade e acelerar a recuperação.

A próstata aumentada tem tratamento — a espera nem sempre é a melhor opção

A maioria dos homens com HPB começa com tratamento medicamentoso e responde bem. Quando os medicamentos não são suficientes ou os sintomas são intensos, as técnicas modernas de enucleação endoscópica (BipoLEP/HoLEP) oferecem resultados mais duradouros do que a RTU tradicional.

O Dr. Rudinei Brunetto é especialista em cirurgia prostática minimamente invasiva, com certificação em BipoLEP e HoLEP. Atua desde a avaliação clínica e o tratamento medicamentoso até a cirurgia endoscópica, com planejamento individualizado conforme o volume prostático, a intensidade dos sintomas e as condições gerais de cada paciente.

BipoLEP e HoLEP — enucleação endoscópica sem cortes para próstatas médias e grandes
RTUP — ressecção transuretral para volumes moderados
Avaliação urodinâmica e urofluxometria pré-operatória
CRM 4856 · RQE 2183 — Clínica Salus, Palmas/TO
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Sintomas obstrutivos

  • Jato fraco ou hesitante
  • Esvaziamento incompleto
  • Gotejamento pós-miccional
  • Retenção urinária (grave)

Sintomas irritativos

  • Noctúria (acordar à noite)
  • Urgência urinária intensa
  • Frequência aumentada
  • Urgência difícil de controlar

Vantagens do BipoLEP/HoLEP

  • Remoção completa do tecido obstrutivo
  • Menor sangramento que a RTU
  • Menor taxa de recorrência a longo prazo
  • Sem incisão — via uretra

Perguntas comuns sobre HPB

HPB pode virar câncer de próstata?

Não. A HPB é um crescimento benigno das células prostáticas — sem características de malignidade e sem capacidade de metástase. O câncer de próstata surge em células diferentes da glândula. As duas condições podem coexistir no mesmo paciente, mas uma não causa a outra. O rastreio anual com PSA e toque retal é recomendado independentemente do diagnóstico de HPB.

Acordar à noite para urinar é sempre sinal de próstata?

Não necessariamente. A noctúria pode ter várias causas — hiperatividade vesical, diabetes, excesso de líquidos à noite, uso de diuréticos, apneia do sono. Na HPB, ela ocorre porque a bexiga não se esvazia completamente, acumulando resíduo e gerando nova sensação de urgência. A avaliação urológica identifica a causa e orienta o tratamento específico para cada situação.

Qual a diferença entre BipoLEP/HoLEP e a RTU tradicional?

A RTU (ressecção transuretral) retira o tecido prostático por chips, com taxa de recorrência de cerca de 25% ao longo dos anos. O BipoLEP (energia bipolar) e o HoLEP (laser de hólmio) realizam a enucleação — separam e removem em bloco todo o tecido obstrutivo — de forma mais completa e com menor recorrência. O Dr. Rudinei realiza as duas técnicas e indica a mais adequada conforme o volume prostático e o perfil do paciente.

Os medicamentos resolvem definitivamente a HPB?

Os medicamentos controlam os sintomas enquanto são usados, mas não eliminam a causa. Alfa-bloqueadores melhoram o fluxo sem reduzir o volume da próstata. Inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o volume em ~25–30% ao longo de meses — efeito que reverte ao parar o uso. Para resolução mais duradoura, o tratamento cirúrgico endoscópico é a opção — indicado quando os sintomas são intensos ou quando há complicações como retenção ou infecções de repetição.

Sintomas urinários têm tratamento. A espera não precisa.

Se jato fraco, urgência ou noctúria estão afetando sua rotina, agende uma avaliação com o Dr. Rudinei Brunetto. Próstata aumentada tem solução. Clínica Salus, Palmas/TO.

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